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Manaus MOBILIDADE URBANA

Greve dos ônibus em Manaus entra no segundo dia e mantém frota reduzida; passageiros enfrentam transtornos

Paralisação provoca longas filas nas paradas, ônibus lotados e afeta milhares de passageiros; Justiça determinou circulação mínima da frota enquanto negociações continuam.

21/07/2026 15h17 Atualizada há 2 horas atrás
Por: Narlison Lira
Breno Sávio
Breno Sávio

Manaus (AM) – A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Manaus continua nesta terça-feira (21), provocando reflexos em diversas regiões da capital. Milhares de passageiros enfrentaram longas filas nas paradas de ônibus e dificuldades para chegar ao trabalho, escolas e demais compromissos.

A paralisação, iniciada na segunda-feira (20), chegou a interromper totalmente a circulação dos ônibus nas primeiras horas do movimento. Após decisão da Justiça do Trabalho, o serviço passou a operar com uma frota mínima para garantir o atendimento à população. Conforme a determinação judicial, 80% da frota deve circular nos horários de pico (das 6h às 9h) e 50% nos demais períodos do dia, sob pena de multa em caso de descumprimento da decisão.

Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), o sistema está operando dentro dos percentuais estabelecidos pela Justiça. Já o sindicato dos rodoviários afirma que o movimento grevista foi motivado por reivindicações trabalhistas, incluindo atrasos no pagamento de salários.

População sofre com atrasos

Nas principais avenidas da cidade, como Djalma Batista, Constantino Nery, Torquato Tapajós e Autaz Mirim, passageiros relataram espera prolongada e ônibus circulando com lotação acima do normal. Muitos trabalhadores precisaram recorrer a aplicativos de transporte, mototáxis, caronas e outros meios para conseguir chegar aos seus destinos.

A paralisação afeta diretamente milhares de usuários que dependem diariamente do transporte coletivo, especialmente nos horários de maior movimento.

Impasse continua

Enquanto a categoria mantém a mobilização, representantes das empresas de transporte defendem a continuidade da operação conforme os limites fixados pela Justiça. Paralelamente, o Sinetram afirma que o sistema enfrenta dificuldades financeiras e alerta para um possível agravamento da situação caso o impasse sobre os repasses destinados à gratuidade estudantil não seja solucionado. O Governo do Amazonas, por sua vez, contesta a existência da dívida nos termos apresentados pela entidade.

Prefeitura acompanha situação

A Prefeitura de Manaus acompanha os desdobramentos da greve e informou que está monitorando a operação do sistema de transporte coletivo. O prefeito em exercício, Renato Junior, declarou que concederia uma coletiva de imprensa para tratar da paralisação e das medidas relacionadas ao funcionamento do transporte público.

Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação sobre o encerramento da greve, e a orientação aos usuários é acompanhar os comunicados oficiais dos órgãos responsáveis e planejar os deslocamentos com antecedência.

Redação: Amazônia Play TV

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