
A tragédia que atingiu o Nepal continua ganhando proporções dramáticas. Uma semana após as enchentes repentinas que devastaram comunidades na região do Himalaia, mais de 1,1 mil mortes já foram confirmadas no país e milhares de pessoas continuam desaparecidas.
A catástrofe ocorreu no dia 26 de agosto, quando o colapso de uma geleira próximo à fronteira entre Nepal e China provocou uma gigantesca corrente de água, gelo, lama, pedras e outros detritos. A força da enxurrada atingiu cidades e vilarejos, destruiu estradas, pontes, casas e instalações de usinas hidrelétricas.
Nesta quarta-feira (2), equipes de resgate continuam trabalhando em regiões montanhosas e de difícil acesso. Um dos principais focos está nos túneis de projetos hidrelétricos, onde autoridades acreditam que trabalhadores possam ter sobrevivido.
Equipes especializadas de vários países participam das operações. Máquinas pesadas, helicópteros, cães farejadores e equipamentos para localização de vítimas estão sendo utilizados.
Apesar de já ter passado uma semana desde a tragédia, autoridades ainda mantêm esperança de encontrar pessoas com vida, principalmente nos túneis que possuem espaços onde pode haver oxigênio, água e condições mínimas de sobrevivência.
O cenário nas regiões atingidas é de destruição. Famílias continuam procurando parentes desaparecidos em hospitais, abrigos e centros de identificação de vítimas.
Além das perdas humanas, milhares de pessoas tiveram suas casas destruídas ou foram obrigadas a deixar áreas consideradas de risco. A infraestrutura energética e de transportes também sofreu graves danos.
O governo nepalês afirma que a prioridade continua sendo localizar os desaparecidos, resgatar possíveis sobreviventes e prestar assistência às comunidades afetadas.
Ao mesmo tempo, o país já começa a discutir a reconstrução das regiões devastadas, que deverá exigir bilhões de dólares.
A tragédia é considerada uma das mais graves catástrofes naturais recentes do Himalaia, e o número de vítimas ainda pode aumentar à medida que as equipes conseguem chegar às áreas mais isoladas.
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