
A candidata ao Governo do Amazonas pela coligação Mudar é Urgente (PL/Novo), Maria do Carmo, anunciou que pretende abrir mão integralmente do salário de governadora caso seja eleita nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante o programa de propaganda eleitoral exibido na noite desta segunda-feira (31).
Segundo Maria do Carmo, a decisão valerá durante os quatro anos de um eventual mandato à frente do Governo do Estado. A candidata apresentou a medida como um compromisso pessoal relacionado à forma como pretende exercer a função pública.
“Se eu tiver a honra de ser eleita governadora do Amazonas, vou abrir mão de todo o meu salário durante os quatro anos do meu mandato. Isso mesmo. Durante quatro anos, eu não vou receber um centavo do meu salário de governadora”, declarou.
Ao explicar a proposta, Maria do Carmo afirmou que sua situação profissional e financeira, construída antes de ingressar na política, permite que tome a decisão de não receber os vencimentos destinados ao chefe do Executivo estadual.
A candidata também procurou diferenciar sua iniciativa de qualquer questionamento sobre os salários pagos aos servidores públicos ou demais agentes políticos.
Segundo ela, trata-se de uma escolha exclusivamente pessoal.
“Quero que, desde o primeiro dia, fique claro: eu não entrei na política para ganhar dinheiro. Entrei porque acredito que o Amazonas pode avançar e superar os desafios atuais”, afirmou.
O anúncio passa a integrar a estratégia eleitoral da candidata na corrida pelo Governo do Amazonas.
De acordo com a campanha, a renúncia à remuneração pretende transmitir uma mensagem de austeridade e compromisso com os recursos públicos, além de reforçar o discurso de mudança defendido pela coligação.
A declaração também coloca em evidência um tema que deverá ganhar espaço durante a campanha: a relação entre gastos públicos, estrutura administrativa e remuneração dos agentes políticos.
Maria do Carmo sustenta que sua candidatura busca apresentar uma alternativa ao atual modelo de administração estadual e afirma que pretende colocar eficiência, transparência e responsabilidade com o dinheiro público entre as prioridades de uma eventual gestão.
Ao anunciar publicamente que pretende exercer o cargo sem receber salário, Maria do Carmo transforma a decisão pessoal em um compromisso de campanha que poderá ser acompanhado e cobrado pelos eleitores caso vença a disputa.
A promessa também deve repercutir entre seus adversários e provocar discussões sobre os custos da administração pública durante a campanha eleitoral.
Com a corrida pelo Governo do Amazonas avançando, candidatos começam a intensificar agendas, programas eleitorais e apresentação de propostas. No caso de Maria do Carmo, a estratégia é reforçar a mensagem de que sua entrada na política não está relacionada à remuneração proporcionada pelo cargo.
“Eu não entrei na política para ganhar dinheiro”, resumiu a candidata ao justificar a decisão.
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