
Manaus (AM) – O processo de vazante do Rio Negro ganhou força neste início de setembro em Manaus. Dados oficiais mostram uma sequência de quedas diárias entre 10 e 17 centímetros, indicando uma aceleração da descida das águas na capital amazonense.
Segundo os registros do Porto de Manaus, o rio marcava 24,09 metros no dia 1º de setembro e chegou a 23,02 metros no dia 8, uma redução de 1,07 metro em apenas oito dias.
O boletim mais recente do Serviço Geológico do Brasil (SGB) também confirma a intensificação da vazante. Segundo o órgão, o Rio Negro perdeu 94 centímetros em uma semana e atingiu 22,95 metros na estação de monitoramento de Manaus em 8 de setembro. Apesar da velocidade da descida, o SGB informa que o nível permanece dentro da faixa de normalidade para esta época do ano.
A situação está relacionada ao comportamento das chuvas na Bacia Amazônica. O SGB aponta precipitações abaixo da média em diversas sub-bacias, cenário que favorece a continuidade da vazante dos principais rios da região.
Ainda assim, o quadro observado no Amazonas não significa, neste momento, que Manaus esteja caminhando necessariamente para uma seca extrema. A maior parte das estações monitoradas pelo SGB permanece dentro dos padrões esperados para o período. A situação mais crítica apontada pelo órgão está na bacia do Rio Branco, em Roraima, onde os níveis estão abaixo das mínimas esperadas para a época.
Os números do Porto de Manaus mostram como a vazante ganhou velocidade. No dia 1º de setembro, a queda diária foi de 10 centímetros. Nos dias seguintes, os recuos ficaram entre 14 e 16 centímetros, chegando a 17 centímetros em 8 de setembro.
A velocidade da descida merece acompanhamento porque níveis mais baixos podem afetar progressivamente a navegação, o transporte de passageiros e mercadorias e o abastecimento de comunidades do interior, principalmente em áreas onde embarcações dependem de canais e igarapés de menor profundidade.
No Alerta de Vazante 2026, divulgado no início de setembro, o SGB apresentou diferentes cenários para Manaus. As projeções indicam que, dependendo do comportamento hidrológico das próximas semanas, o Rio Negro poderá atingir no pico da seca cotas entre 12,31 metros e 16,50 metros. As estimativas são baseadas nas séries históricas e em diferentes padrões de descida observados em anos anteriores.
Por enquanto, portanto, a velocidade da vazante chama atenção, mas os órgãos técnicos mantêm o cenário dentro da normalidade. O acompanhamento das próximas semanas será fundamental para determinar até onde o Rio Negro poderá baixar em 2026.
Mín. 26° Máx. 34°
