
Manaus (AM) – Quem pensa que o Sou Manaus Passo a Paço 2026 terminou com os grandes shows do último fim de semana ainda tem vários dias para aproveitar o festival. A programação cultural continua no Centro Histórico da capital até domingo, 13 de setembro, ocupando teatros, biblioteca e espaços dedicados à história e ao audiovisual.
Realizado pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), o festival ganhou uma dimensão maior neste ano. A edição de 2026 foi planejada para acontecer durante dez dias, de 4 a 13 de setembro, sob o conceito “Origens, Águas e Manaus”.
A proposta é fazer com que o evento vá além dos grandes palcos, aproximando moradores e visitantes dos equipamentos culturais existentes no Centro Histórico e ampliando o espaço destinado à produção artística amazonense.
Segundo a organização, a programação reúne cinema, teatro, dança, literatura, comédia, exposições e encontros culturais, fortalecendo também a movimentação no Centro depois do encerramento das principais apresentações musicais.
Um dos locais que recebe a programação é o Teatro Icbeu, na avenida Joaquim Nabuco, nº 1.286. O espaço terá espetáculos teatrais, dança e stand-up comedy.
Nesta quinta-feira (10), por exemplo, estão previstos Carta aos Meus Ossos – Um Manifesto de Vida, com Neuriza Figueira, às 19h30, e apresentação da Tribo da Comédia, às 21h.
Na sexta-feira (11), a programação inclui São Jorge e o Dragão, da Cia. Metamorfose, às 10h; A Mulher que Desaprendeu a Dançar, da Cia. Ateliê 23, às 19h30; e mais uma apresentação da Tribo da Comédia, às 21h. No sábado (12), As Cores da América Latina será apresentado às 19h30.
Outra novidade desta edição acontece no Centro de Arqueologia de Manaus (CAM), localizado na avenida Sete de Setembro, nº 350.
O equipamento participa pela primeira vez do Sou Manaus e recebe o Cine #SouManaus, com sessões entre 18h e 20h. A programação segue até o dia 13 e combina produções audiovisuais com a oportunidade de o público conhecer o patrimônio arqueológico preservado no espaço.
Entre as produções incluídas na programação estão Nômades Urbanos, Artistas, um Espetáculo Urbano, Parque Amazonense: Um Conto do Futebol, Clássico e O Antídoto.
A Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista, na rua Monsenhor Coutinho, nº 529, também faz parte do circuito.
No local, o público encontra atividades ligadas à literatura, contação de histórias, teatro e animação. Entre as obras destacadas pela organização estão Nas Asas do Condor, de Cristiane Garcia; Jamaru, de Begê Muniz; Bio-Bôla, de Lorena Santos; e Cempilum, de Thiago Morais.
A continuidade da agenda reforça uma das principais propostas da edição de 2026: fazer com que o público não apenas assista aos grandes shows, mas também conheça os museus, teatros, bibliotecas e centros culturais existentes na região central de Manaus.
Os grandes shows aconteceram entre os dias 4 e 7 de setembro e levaram milhares de pessoas ao Centro Histórico. A estrutura também envolveu exposições, gastronomia, economia criativa e diferentes manifestações artísticas.
Um exemplo dessa aproximação com o patrimônio foi registrado no Museu da Cidade de Manaus, no Paço da Liberdade. O espaço recebeu quase 10 mil visitantes durante os quatro dias principais do festival, com presença de famílias, crianças, jovens e idosos.
A edição deste ano também ampliou a participação dos profissionais da cultura. Segundo informações divulgadas durante o evento, o Sou Manaus 2026 contempla mais de 3 mil talentos locais, entre músicos, instrumentistas, dançarinos, artesãos, coreógrafos, atores e artistas circenses.
Com a programação estendida, a expectativa é manter o Centro Histórico movimentado e, principalmente, deixar como legado uma relação mais próxima entre a população e os espaços culturais da cidade.
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